Essa é para quem quer levar o seu negócio para a internet

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Para o economista Samy Dana, o e-commerce ainda tem um grande potencial de crescimento na internet brasileira

O comércio eletrônico não é mais novidade. No entanto, nem todo mundo ainda tomou coragem para empreender na internet. A opinião é de Samy Dana, economista, professor e colunista famoso por suas participações no programa Mais Você, da TV Globo.

O economista Samy Dana (Foto: Adriano Lira)

O economista Samy Dana (Foto: Adriano Lira)

Para mostrar o ainda grande potencial do e-commerce, Dana se baseia, como qualquer economista conceituado que se preze, em números. “Segundo o e-bit, 51,3 milhões de brasileiros já usaram a internet, ao menos uma vez, para adquirir um produto. O número é grande, mas levando em conta a população do país [de 202,7 milhões de pessoas, de acordo com o IBGE], ainda há muito crescer”, diz.

Além disso, as lojas virtuais não parecem ter sido muito afetadas pelo cenário de incertezas macroeconômicas que vem rondando o Brasil há algum tempo: o mesmo e-bit apontou uma alta de 28% nas vendas do setor em 2013 e prevê um crescimento semelhante neste ano. “Outro ponto importante é que o valor dos aluguéis, para mim, ultrapassou o razoável. Quem está na internet não precisa de um ponto comercial e não sofre com esse problema.”

Dana participou do seminário “Micro e Pequena Indústria – Vender Mais e Melhor”, realizado nesta terça-feira (7/10), na capital paulista, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em sua fala, o economista deu dicas para quem quer levar seus negócios para a web Veja:

1. Construa um bom site
Segundo o economista, a internet tem 1,1 bilhão de sites. “Deve haver algo que motive o consumidor a entrar em sua página em vez das outras”, afirma. Dana recomenda que as páginas sejam bonitas, funcionais e, principalmente, com um sistema de buscas eficiente.

2. Use o Analytics
O Google é um grande aliado para quem empreende na internet. Um produto gratuito da empresa é o Analytics. Com ele, é possível saber quantas pessoas estão na sua loja, qual foi o fluxo de usuários em um determinado período e que produtos foram os mais procurados, além de muitos outros levantamentos. “O Analytics pode ser útil para entender seu negócio e encontrar alternativas para fazê-lo crescer”, diz Dana.

3. Destaque-se nas buscas
Com o AdWords – ferramenta paga do Google que coloca links patrocinados no topo das buscas dos usuários – os donos de lojas virtuais podem mostrar seu negócio para uma grande quantidade de pessoas.

4. Invista nas mídias sociais
Sites como o Facebook também tem links patrocinados, que mostram produtos de acordo com as buscas do usuário. Além disso, com a criação de fanpages, o empreendedor aumenta o engajamento de seus clientes. “O ambiente permite até que as empresas brinquem com seus fãs, aproveitando algum acontecimento interessante.”

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5. Anuncie nas velhas mídias
A internet não acabou com as outras mídias – até por isso, fenômenos como a postagem em redes sociais motivadas por programas de TV, por exemplo, existem. Portanto, investir em publicidade em outras mídias pode ser um bom negócio. Vale ressaltar, entretanto, que tais anúncios custam centenas de milhares de reais. “Cada caso é um caso. Dependendo da verba do empreendedor, o custo-benefício pode ser bem baixo.”

6. Ofereça a retirada dos produtos na loja
Um dos obstáculos à compra pela internet é o valor do frete. Para quebrar essa objeção, ofereça a possibilidade de o cliente retirar o que comprou na loja. “Empresas como a Livraria Saraiva fazem isso. Com a prática, o consumidor economiza por não pagar o frete e ainda conhece a sede física”, afirma Dana.

7. Aposte em diversas formas de pagamento
No Brasil, normalmente as compras online são efetuadas com cartões de crédito ou boleto. Nem todas oferecem, por exemplo, o pagamento na função debito do cartão – algo muito útil para quem quer pagar pelo que comprou no ato e não tem tempo para os boletos. “Oferecer as três formas de pagamentos pode ser um grande diferencial”, diz o economista.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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